quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Qual foi a causa das grandes extinções?

ual foi a causa das grandes extinções?

Na história do planeta, ao menos 5 delas mudaram as formas de vida na Terra. Quando será a próxima?

Por Rafael Kenski

De tempos em tempos, a Terra passa por grandes tragédias. Algumas, como a que se abateu sobre o Permiano, 145 milhões de anos atrás, destruíram 90% das espécies. Mesmo tão marcantes, esses eventos nem sempre são fáceis de estudar e nenhum deles tem uma explicação definitiva.

Isso ocorre, em primeiro lugar, porque várias evidências do que aconteceu há centenas de milhares de anos foram destruídas ao longo do tempo. Em segundo, são pouquíssimas as fontes de informação sobre o assunto e quase tudo o que descobrimos teve que ser literalmente desenterrado. Sabemos que esses eventos de fato aconteceram porque, no registro geológico, uma extinção faz com que fósseis de espécies encontradas em uma camada do solo não existam na camada imediatamente acima.

Estudando a fatia do solo em que ocorreu esse desaparecimento, os cientistas procuram sinais de asteróides, vulcanismo, mudanças climáticas, movimentação de continentes e outros fatores capazes de eliminar a vida no período. Eles juntam essas informações em um só cenário, o que não é lá muito fácil: várias tragédias parecem ter acontecido ao mesmo tempo e sempre é possível que o motivo real não tenha sido ainda encontrado.

No entanto, a pesquisa sobre esses cataclismos traz informações valiosíssimas. Caso eles não tivessem ocorrido, a vida na Terra tomaria um rumo completamente diferente e é provável que a espécie humana nem surgisse. Além disso, é bem provável que neste exato momento estejamos próximos de uma dessas grandes extinções.




A esperança Está em Jesus

Quem foi Jesus?

O que a ciência (e não os religiosos) sabem de verdade a respeito do homem que viveu na palestina no século 1

Por Rodrigo Cavalcante, com ilustrações de Sattu

Nos filmes da Sessão da Tarde, Jesus quase sempre é interpretado por um ator de pele branca, cabelo longo, barba castanha, olhos claros, enfim, alguém mais parecido com um hippie saído de uma universidade da Califórnia do que com um homem que nasceu na Palestina do século 1.

Mas, se o problema dos pesquisadores fosse apenas tentar reconstituir a fisionomia de Jesus, tudo ser ia mais fácil – até porque, segundo os arqueólogos, ele deveria se parecer mais com um árabe do que com os atores de filmes de Hollywood.

A questão que sempre intrigou os arqueólogos é a busca do chamado Jesus histórico, ou seja, a figura histórica de Jesus sem os constrangimentos da teologia ou da fé. Para esses pesquisadores, os Evangelhos não podem ser tomados como registros da história, e sim como testemunhos de fé, escritos décadas depois da morte de Jesus. Sem levar a sério os Evangelhos como registros documentais – e sim interpretativos –, o que os arqueólogos sabem, enfim, sobre o judeu que morreu crucificado em Israel há quase 2 000 anos?

Muito pouco. Do ponto de vista documental, a única referência direta a Jesus feita por um não cristão no século em que ele viveu está na obra do historiador judeu Flávio Josefo, escrita entre as décadas de 70 e 90, que faz uma menção discreta a “um homem sábio” que viveu no tempo de Pilatos. Em outro trecho, o escritor faz referência a Tiago, irmão de Jesus, “cognominado de Messias”, que teria sido entregue para ser apedrejado.

Irmão de Jesus? Isso mesmo: para os pesquisadores, é provável que Jesus, de fato, tenha tido vá rios ir mãos, teria nascido em Nazaré – e não em Belém – e sua morte passara praticamente despercebida pelos romanos na época. Veja no quadro ao lado as diferenças entre a versão tradicional e a versão dos arqueólogos e historiadores sobre a vida do homem que inspira fé em mais de 2 bilhões de pessoas.